quarta-feira, setembro 28, 2011

...vem de longe

de longe - ffffffuuuuuuu

Quero captar esta emoção que irrompe finamente pela noite, delicada balística do ser-oeste... resquícias de verbo e drama impõem-se no espaço despercebido, fervilham no frio da hora, libertam-se no apartamento... É só. Mãos que reagem à cócega, os dedos a sinalizar que haverá reacção, trejeitos.

Por sob o tédio de enfrentar a alvorada, sol elevado a demarcar o que é coberto e o que o não está, o que é presente e o que é possível que o esteja, e a tez a ressentir-se secamente, à radiação.

Ténue como o capricho de o dizer, a voz que se aproprie deste sem-fim de nada com nenhures, desta poeira que resulta de uma projecção de uma emoção chocar com as notas de um piano em surdina que teima em trazer aos passos taciturnos a noção estática de melancolia, sob a quietude imensa de não exaltar o desespero esbatido, sob o tejadilho de memórias como vizinhos, que por vezes arrastam as suas solas gastas ao soalho irrelevante, e que não somos nós - míriade uniforme de disparidades, dobras no lençol de ir dormir ou de qualquer outra banalidade que se siga.

Ressoando na longa cauda da serpente-noite, o tumulto do deserto, a paixão da secura, o contraste que ondula pelo mar negro e simples como um cântico de sereia perdido e disperso às brisas ténues mas cortantes. Marujo, proa, mar, branco - parede.

...terra à vista...

Entoa um arpejo último,

arritmado,

prolongado.

Como um suspiro se arrasta sem fôlego para não ter (fôlego).